O CUSTO HUMANO
ALEMANHA

Ameaçaram Matar o Meu Pai

Ivette tinha apenas cinco ou seis anos quando atendeu o telefone de casa e ouviu alguém ameaçar matar o seu pai. Também se lembra de pedras atiradas à irmã e de equipas de filmagem à espera perto da escola. Estas foram as experiências assustadoras que marcaram a sua infância.

NOME
IVETTE
PROFISSÃO
TESTEMUNHA NA INFÂNCIA
A Lavagem Cerebral de uma Nação: O Dossiê Scientology da Alemanha, de Peter Schulte

LEIA O LIVRO.

Durante décadas, poucos temas suscitaram tanta controvérsia na Alemanha como Scientology.

Foi investigada. Debatida no Parlamento. Observada pelos serviços de informações. Alvo de avisos do Governo, processos judiciais e incontáveis manchetes.

Mas, por detrás de tudo isso, havia outro registo — o do próprio Governo.

“TUDO ISTO PARA QUÊ? NADA.”

— IVETTE

LEIA A
TRANSCRIÇÃO COMPLETA

Sou a Ivette. O meu pai era alemão, a minha mãe é austríaca. Em criança, cresci na Alemanha. Éramos uma família alemã normal.

A vida era… todos os dias havia alguma coisa com discriminação ou pessoas que queriam assediar‑nos só porque éramos Scientologists.

Sei que a minha irmã foi andar a cavalo com a amiga dela. Havia crianças na aldeia que lhes atiravam pedras porque elas eram Scientologists. Um dia, eu ia para a escola, acho que tinha seis ou sete anos, e tínhamos jornalistas e operadores de câmara nos arbustos da entrada da nossa escola. Estavam ali para saltarem de repente e filmarem‑nos a nós, crianças, para poderem dizer alguma coisa na TV sobre a nossa escola porque éramos Scientologists. Não havia histórias para contar. Éramos apenas crianças normais que iam à escola. Portanto, coisas assim aconteciam a toda a hora.

Lembro‑me de que, quando tinha cinco ou seis anos, nessa altura, recebíamos chamadas em casa. As pessoas telefonavam e ameaçavam‑me dizendo que iam matar o meu pai. Por isso, imaginem que se tem uma criança de seis anos que atende o telefone, e alguém vos diz, diz a esta criança que quer vir matar o seu pai. E era só porque ele era Scientologist. E porque era simplesmente discriminação contra nós e contra a nossa religião.

Tudo isto para quê? Nada. Absolutamente nada.

OBRIGADO.

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